– O Fanco tá fazendo baguncha!
Mamãe aperta e beija, beija, beija o barrigão.
– Tô vendo, seu bagunceiro!
– Ah rá, o Fanco é bagacelu!
FALANDO FRANCAMENTE
quarta-feira, 6 de março de 2013
Oligoqueta
Acordando, domingo, por volta da 8:30hs:
– Cadê a Dinda?
– Está na casinha dela, filho.
– Cadê u tilifone?
– Queres ligar pra Dinda?
– É.
Liguei e ela não atendeu.
– A Dinda deve estar dormindo ainda, filho. É uma dorminhoca essa Dinda.
– É uma minhoca, a Dinda.
– Cadê a Dinda?
– Está na casinha dela, filho.
– Cadê u tilifone?
– Queres ligar pra Dinda?
– É.
Liguei e ela não atendeu.
– A Dinda deve estar dormindo ainda, filho. É uma dorminhoca essa Dinda.
– É uma minhoca, a Dinda.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Mãe não fala com a boca
A primeira coisa que é necessário saber, ou melhor dito, compreender a respeito da maternagem é que a linguágem utilizada por ela não é a verbal ou escrita. A linguágem que as mães utilizam não obedece nenhuma gramática e, ainda assim, é universal. Alguns diriam que é a linguágem do coração. Não é bem assim. O coração, mesmo o de mãe, as vezes falha por que também ele é movido pelo nosso desejo, profundamente humano, de minimizar o sofrimento (e sempre, sempre, por vezes inconscientemente, primeiro o nosso sofrimento e depois o do filho). Para mim, as mães utilizam, entre si e com seus filhos, a linguágem da solidariedade.
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